segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Acatando o pedido do Dr. Otoniel, e apoiando-o

Atualizações via email disse...
SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ: UM GENOCÍDIO 72 ANOS NA IMPUNIDADE!
No CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista.
A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como feras enlouquecidas, como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.
Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937.
Vale lembrar que a Universidade Regional do Cariri – URCA, poderia utilizar sua tecnologia avançada e pessoal qualificado, para, através da Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa – PRPGP, do Grupo de Pesquisa Chapada do Araripe – GPCA e do Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU encontrar a cova coletiva, uma vez que pelas informações populares, ela estaria situada em algum lugar da MATA DOS CAVALOS, em cima da Serra do Araripe.
Frisa-se também que a Universidade Federal do Ceará – UFC, no início de 2009 enviou pessoal para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.
Então por que razão as autoridades não procuram a COVA COLETIVA das vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO? Seria descaso ou discriminação por serem “meros nordestinos católicos”?
Diante disto aproveitamos a oportunidade para pedir o apoio nesta luta, à todos os cidadãos de bem, no sentido de divulgar o CRIME PERMANENTE praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.
Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br
6 de Dezembro de 2009 11:01

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No Natal dê Coração

Gosto de coisas diferentes no Natal, porque vejo mesas fartas, pessoas felizes em suas casas, bem protegidas, alimentadas, junto aos seus, com saúde, sorrindo e soltando fogos! Mas para mim, o Natal e o Ano Novo são tristes, enquanto na maioria dos lares se tem frutas "importadas", queijos, pães, perus, vinhos, e tudo mais nesta festa que não é nossa!"Somos um País Tropical", enchemos de algodão as árvores, penduramos bolas, papai Noel, gastamos com luzes enfeites e presentes os comerciantes agradecem seja qual for a nacionalidade deles.

Mas na rua, há velhos , há crianças, de todas as raças, há pobres miseráveis, e não estou falando pobres, mas sim pobres miseráveis, passando fome, doentes, bêbados, drogados, infelizmente todos marginalizados.

No dia seguinte, a sobra é "refestejada", e a sobra da sobra é jogada no lixo porque azedou, mas azedou porque? Porque ninguém quis repartir o pão, com o pobre meu irmão. Como posso ser feliz? Se ao pobre meu irmão, eu fechei o coração? Meu amor eu recusei? Todos cantam de peito aberto essa música em suas igrejas em seus templos, mas quem se lembra? de Abrir o coração e dar a mão ao pobre irmão? Neste NATAL DE CORAÇÃO!

Desejo à todos um Feliz Natal, de reflexões, de desejos Altruístas, de Lembranças do menos beneficiado, de AJUDA ao próximo, de corações doando amor, de tudo aquilo que nos lembra nesse dia o maior PREGADOR da história deste mundo, Ele viveu entre esses e os abençoou, Ele viveu entre mendigos e ladrões, entre bandidos e viciados entre prostitutas, entre leprosos, entre portadores de deficiências os Amou e dividiu o pão, e multiplicou os peixes, e deu Seu Sangue morrendo na Cruz por Amar ao próximo!

NESSE NATAL SEJAMOS APRENDIZ: MÚSICA CANTADA NA IGREJA CATÓLICA (DESCONHEÇO O AUTOR)

SE IMPERFEITO SOU,
NÃO ME LEVE A MAL,
ESTOU TENTANDO,
SEREI SEMPRE ASSIM, ESTOU APRENDENDO A AMAR...



Que ESSE NATAL SEJA DE AMOR, DE AJUDA, DE PERDÃO, DE PÃO e de PAZ!

Que ESSE NATAL, SEJA SEM ESBANJAR, SEJA DE SOBRAR PARA DOAR!

Que ESSE NATAL SEJA de SER e SABER AMAR!

NASÇAMOS DE NOVO!

FELIZ NATAL MEU POVO!



A vida uma poesia...GENOCÍDIO

Genocídio

Emmanuel Marinho-poeta sulmatogrossense

tem pão velho?

não, criança
tem o pão que o diabo amassou
tem sangue de índios nas ruas
e quando é noite
a lua geme aflita
por seus filhos mortos.

tem pão velho?

não, criança
temos comida farta em nossas mesas
abençoada de toalhas de linho, talheres
temos mulheres servis, geladeiras
automóveis, fogão
mas não temos pão.

tem pão velho?

não, criança
temos asfalto, água encanada
super-mercados, edifícios
temos pátria, pinga, prisões
armas e ofícios
mas não temos pão.

tem pão velho?

não, criança
tem sua fome travestida de trapos
nas calçadas
que tragam seus pezinhos
de anjo faminto e frágil
pedindo pão velho pela vida
temos luzes sem alma pelas avenidas
temos índias suicidas
mas não temos pão.

tem pão velho?

não, criança
temos mísseis, satélites
computadores, radares
temos canhões, navios, usinas nucleares
mas não temos pão.

tem pão velho?

não, criança
tem o pão que o diabo amassou
tem sangue de índios nas ruas
e quando é noite
a lua geme aflita
por seus filhos mortos.

tem pão velho?


Quem sou eu para dizer que sofro?

Maria Rita Stringhetti de Toledo (aspirante a poetisa e Neta de um grande poeta Paraibano)


Olhar a miséria do mundo e ficar estático
Olhar a fome, e não dar comida, tão prático
Olhar o terror no rosto sofrido
Olhar a lágrima de um perdido
Olhar a morte
E não ser forte
Não lutar
Diante de tanto sofrer
Emudecer
Endurecer
Como esquecer?
A mão estendida
Pedindo comida
E nada fazer?
Quem sou eu para dizer que sofro?
Se toda miséria ao meu redor, eu vejo
Se posso satisfazer meu desejo
Se tenho trabalho e pão
Só posso estender a mão
Com Deus no coração

E dividir o meu pão
Tentar chamar a atenção
De tão mesquinha nação!
Ajude seu próximo
Ajude que é seu irmão
Amanhã pode ser você
Sem trabalho Sem teto e no chão
Ó miseráveis, Ó políticos
Egoístas
Ladrões
Safados

Que toda Nação, neste estado
Possa lembrar na eleição
A Quem os enganou, dizer não
Não ao votar
Conscientizar
Delatar
Acabar com o progresso
Da corrupção no Congresso
Assumir
Agir
Não Omitir
Engajar
Denunciar
Lutar com coração
Amar e ser feliz

Dê CORAÇÃO nesse NATAL !

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