sexta-feira, 12 de março de 2010

Sampa

É engraçado, morei aqui tanto tempo,tantos anos, e nada sinto, nada sei nada sou, sampa, não me é nada aprazível,além de um calor da gota e da sensação que estou mesmo doente, nada me faz sentir que algo é legal aqui, prisão esta é a palavra certa para essa cidade.
É uma completa contradição, ao mesmo tempo que se sente entre grades, ela liberta na cultura, nas novidades, nos shoppings, nas exposições, nos antiquários, restaurantes, Livraria Cultura, amo passar o dia lá! Filmes, conversas com Turito, encontro com parentes!
Mas mesmo assim, me sinto presa e doente, "parafraseando Caetano" Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e Avenida São João, como digo, vou ali tomo um banho de civilização e volto, mas o capitalismo selvagem a cada dia que passa , que vou e que volto, me deixa triste, mas mendigos nas ruas, mais crianças, mais prostitutas, mais poluição, onde vamos parar? Que Governo é esse? que Povo é esse que não reage? Onde o verás que um filho seu não foge a luta? Sampa nunca mais...

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