sábado, 11 de julho de 2009

Familia de artistas



TETÊ,ALZIRA e todos os irmãos ESPÍNDOLA

Natural da Chapada dos Guimarães/ MS, Tetê Espíndola e seus 8 irmãos (entre eles Alzira, Geraldo e Celito) nasceram com dons musicais. Aprendeu com a natureza a multiplicidade dos sons. Descobriu, fazendo dueto com araras, os agudos raros que conseguia obter. Este experimentalismo com pássaros gerou a cantora, compositora e instrumentista, apaixonada por craviola, que se colocou na vanguarda, fundindo o acústico e o eletrônico e trazendo à tona os sons regionais. Seu 1º disco, em 1978, foi "Tetê e o Lírio Selvagem". O 2º, "Piraretã", marcou a parceria com Arrigo Barnabé. Participou de festivais, como o MPB SHELL/81 (canção "Londrina"). Seu timbre ímpar emocionou Augusto de Campos, que batizou seu 3º disco de "Pássaro na Garganta". A explosão nacional só veio no Festival dos Festivais/85, TV Globo, com "Escrito nas Estrelas". A música foi record de venda/execução, disco de ouro e está até hoje na memória da audiência. Depois vieram outros trabalhos, festivais (até internacionais), mas sem o mesmo êxito. Nos anos 90, gravou "Só Tetê", com participações de grandes nomes da MPB.
"por Marilia Yokota"

Conhecia Tetê e seus irmãos desde o lirio Selvagem, e Alzirinha fazendo carreira solo, Celito Geraldo e Jerry apareceram em minha vida depois que Humberto (Prêmio da Bienal de Artes, Secretário de Cultura do Estado) me procurou para fazer a Numerologia de Um Bar Restaurante "Camaleão" que estavam lançando, ficamos amigos Humberto e eu, cheguei até a fazer um caldo de Piranha no Camaleão, lá encontrei outros amigos Paulo Simões, minha velha paixão, e Almir Sater (um grande amor na adolescencia), além de João Fígar e depois Geraldo Rondom com minha polca predileta ("Japones tem três filhas") fizeram a "Chalana de Prata" com Dino Rocha (ele fala pela sanfona) um gênio, e assim amei e amo todos eles, mas a minha amiga Alba é de quem tenho mais saudades, poetisa de primeira, tem uma delas musicada por Eduardo Dusek, perdi essa amiga querida, mas continuo e encontra-la, todas as vezes que ouço o dvd das filhas em homenagem a ela (Tetê e Alzira, cantando as músicas prediletas de Alba), fantásticos os arranjos os jogos de vozes, e tudo mais. Como disse familia de artistas, mas Alzira me leva às lágrimas ao escutar a música que fez para a filha Luz Marina, deixo aqui um trechinho da musica Luz do Sol, Luz do Mar , Luz do Ar Luz Marina...Tête cantando Chapada com meu primo "Ney Matogrosso" outro grande nome (sou suspeita para falar) Minha homenagem à familia Espindola e um Xero no coração de todos!
Nem tão Esotérico assim

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Conceição dos Bugres (uma artista inesquecível) !



Conceição dos Bugres :

(texto de 1979 desconheço o autor)...Seu nome é Conceição Freitas da Silva. Dos rápidos golpes de facão e machadinha vão surgindo da madeira bruta os "bugres de Conceição", principal escultora de Mato Grosso. Com profunda necessidade de fazê-los para satisfazer sua criatividade e garantir-lhe a sobrevivência, os bugres aparecem, basicamente, com a mesma seriedade com que ela prepara a comida ou varre o chão. Evidentemente, o fato não é notado pela artista, que não vê nessas figuras nenhum vestígio de deformação mas, pelo contrário, identifica-se com elas. Como elas os bugres são rudes. Também são as mesmas, a pureza e a simplicidade.

Conceição, começou a trabalhar a madeira, quando um dia se pôs debaixo de uma árvore e por perto tinha uma cepa de mandioca. Esta cepa tinha cara de gente para ela. Pensou em fazer uma pessoa e a fez. Logo depois a mandioca foi secando e foi se parecendo com uma cara de velha, ela pensou. Gostou muito e depois passou a trabalhar a madeira.

Entrevista de 1979: Como chegou a usar a cera nos seus bugres? - Uma vez eu sonhei que o Abilio (seu marido) foi ao mato e trouxe bastante mel; logo pensei em tirar a cera. Espremi ligeiro e pus no fogo a ferver. A cera ficou bonita, amarelinha e então eu peguei um pincel e comecei a passar cera nos bugres. No dia seguinte mandei I Ilton (seu filho) comprar a cera. eu ja sabia do efeito através do sonho, ja havia gostado.

....para mim a cera representa a roupa. Antes o bugre andava nu, agora anda vestido.

Nascida em 1914. Depois de sua morte em 1984, seu trabalho continuou sendo realizado pelo seu marido, depois por seu filho e atualmente por seu neto Mariano.

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Tio Nequinho...Mais um de nossos Poetas Queridos



" No descomeço era o verbo.

Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá
onde a criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um
verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz
de fazer nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio."

(Manoel de Barros)

A vida uma poesia...GENOCÍNDIO


Emmanuel Marinho (Poeta De Dourados - MS) Essa é uma das mais belas poesias que o vi declamando no "Teatro Glauce Rocha" Que me emocionou muito, pensamos até em fazer um trabalho juntos mais...ficou em sonhos. Emmanuel um anjo em sensibilidade!Como ele diz: a poesia tem de ler o mundo, tem de perturbar a ordem publica e protestar nas praças pela paz.

Genocídio

tem pão velho?

não, criança
tem o pão que o diabo amassou
tem sangue de índios nas ruas
e quando é noite
a lua geme aflita
por seus filhos mortos.


tem pão velho?


não, criança
temos comida farta em nossas mesas
abençoada de toalhas de linho, talheres
temos mulheres servis, geladeiras
automóveis, fogão
mas não temos pão.

tem pão velho?

não, criança
temos asfalto, água encanada
super-mercados, edifícios
temos pátria, pinga, prisões
armas e ofícios
mas não temos pão.

tem pão velho?

não, criança
tem sua fome travestida de trapos
nas calçadas
que tragam seus pezinhos
de anjo faminto e frágil
pedindo pão velho pela vida
temos luzes sem alma pelas avenidas
temos índias suicidas
mas não temos pão.

tem pão velho?

não, criança
temos mísseis, satélites
computadores, radares
temos canhões, navios, usinas nucleares
mas não temos pão.

tem pão velho?

não, criança
tem o pão que o diabo amassou
tem sangue de índios nas ruas
e quando é noite
a lua geme aflita
por seus filhos mortos.

tem pão velho?

quinta-feira, 9 de julho de 2009

E continuo Re...Fletindo

Essa música de Zé Ramalho, meu primo, nascido na terra de meus ancestrais paterno a Paraíba, leva-me a Refletir, eu era pequena, e lembro-me da propaganda que tinha em um anel que meu avô me deu "doei ouro para o bem do Brasil".

Severino Carvalho de Toledo esse era o nome de meu avô, poeta de Mamanguape, que foi morar na então Bela Vista, lá se casou com uma mato-grossense teve seus três filhos, o mais velho meu pai, Thales, que hoje se encontra junto a ele e minha avó Izabel Pinheiro de Toledo (bela-vistense com orgulho), só podendo estar creio eu, com todos os "homens de bem que como eles se foram" dessa Terra.

Lembro-me também do Eu te amo meu Brasil eu te amo... Não sem antes lembrar-me do Teatro de Arena, do TUCA, de "pra" não dizer que não falei de flores, da construção que Januária viu da janela, mas Carolina não,do caneco 70 comemorado por todos os brasileiros, menos pelos que estavam morrendo no Araguaia, eu me lembro... Eu me lembro das histórias da família aqui na Paraíba, meu bisavô quase sendo apunhalado pelas costas por ter sido considerado inimigo de João Pessoa a faca atingiu minha tia (sua filha ao defendê-lo), época da revolta e comoção do povo por ter sido JP assassinado por João Dantas. Alguém aí assistiu Paraíba Masculina?

Lembro-me, também de meu tio sendo preso na revolução de 64, ah como me lembro, lembro-me de minha avó ter ido pedir ao padre para levar comunhão a ele na cela, e da dor que sentiu no coração ao ouvir o mesmo dizer que não daria comunhão a um “comunista”, e ele nem comunista era, lembro-me de ouvir sobre as torturas que sofria no cárcere, lembro-me da única pessoa fora da família que ia visitá-lo na cadeia meu tio Gélio, seu compadre, (um homem do céu), e aí me lembro da frase de Blaise Pascal. “Amigos conhece-se em dois momentos na desgraça e na abastança, na desgraça pela qualidade e na abastança pela quantidade”, cala fundo, cala muito fundo...

É incrível como a estória se repente, sempre... sempre...mas eu me lembro, do traído e do traidor, da verdade e da mentira, do certo e do errado.

Quatro gerações, muita luta, muita dignidade, honra, educação, inteligência e mérito vem de berço é verve mesmo, não se compra é coisa de quem tem o “Orgulho de ser Brasileiro”. De um Brasil tão grande que uniu uma mato-grossense e um paraibano 3.750km de amor, um Grande País.

E voltando ao Zé Ramalho eu vi tudo, eu senti tudo, mas bico calado faz de conta que sou mudo.

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segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mais uma na política a Opacidade

"Imagem Reuters"


Não dá mais para engolir tanto sapo!

Além de estarem extinguindo a profissão de jornalista ainda estão colocando leis para não deixá-los trabalhar, ou seja, quem poderá nos defender? Quem irá fazer denúncias? Como saberemos o que está passando no mundo (pelo menos no brasileiro?). Aí Aí Aí meu papagai!(como diz o matuto). Lá vai mais uma denuncia, essa feita com esmero por Alexandre (global) Garcia, e como diz aqui no nordeste, pia pá isso gente!(olhem para isso, ouçam isso), e mais uma vez Reflitam sobre isso...

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